Ensino

Licenciatura

A Licenciatura em Estudos Orientais – Estudos Chineses e Japoneses (EO-ECJ) da Universidade do Minho pretende dotar os seus estudantes com competência linguística, capacidade comunicacional e sensibilidade cultural que lhes permitam agir em todas as áreas e atividades profissionais que tenham relação com os mundos chinês e japonês, num estabelecer de pontes com estas sociedades.

A formação dos alunos terá como núcleo duro da sua aprendizagem as línguas de referência, Chinês (major) e Japonês (minor), línguas de trabalho e aquisição, pelo que no plano curricular constatar-se-á uma forte incidência do tempo de trabalho nestas áreas. Neste sentido, sendo que se considera a competência linguística por si só insuficiente, deve fornecer-se igualmente aos alunos uma série de conhecimentos e sensibilidades no sentido de os enriquecer com uma adequada capacidade comunicacional contextuada, o que justifica a existência de unidades curriculares ligadas às geografias, histórias, culturas, filosofias, entre outras, de ambos os países. Devido não só à distância entre as línguas e culturas em questão e a nossa, como também à consequente especificidade deste curso, os conhecimentos veiculados deverão ser sempre aprofundados em sede de 2º ciclo. Assim, o maior interesse dos alunos tem vindo a cair sobre a possibilidade de passar um ano de estudo na China (em sede de 2º ciclo) ou Japão (em sede de 1º ciclo).

Ademais, a presente licenciatura é composta por um corpo docente qualificado, jovem e diligente, cujas áreas de investigação assentam sobretudo no diálogo intercultural que se deve estabelecer entre Portugal e China/Japão. As metodologias de ensino e aprendizagem estimularão o trabalho independente e cooperativo do aluno, permitindo-lhe igualmente o contacto direto com docentes dos países referidos e respetivos métodos de trabalho. Ao longo do ano letivo, serão realizadas algumas conferências e colóquios, com especial destaque para as Jornadas dos Estudos Asiáticos.

O plano curricular da licenciatura tem contribuído para a tornar numa referência na formação no domínio das línguas chinesa e japonesa em Portugal, sendo que o seu principal objetivo é oferecer uma base sólida de capacidades não só linguísticas, mas também sócio-culturais. Preparar-se-á o aluno para aprofundar esta área de estudo em sede de 2º ciclo, que poderá habilitar os alunos para trabalhar nas seguintes áreas profissionais: áreas da tradução e interpretação, à atividade jornalística e editorial, à atividade empresarial, ao marketing e turismo, à consultoria e serviços. No cômputo geral, atividades que exijam competência ao nível das línguas e culturas em questão.

 

Mestrado

O Mestrado em Estudos Interculturais Português/Chinês: Tradução, Formação e Comunicação Empresarial (MEIPC) foca-se na preparação dos mestrandos para o exigente mercado de trabalho que, de um modo ou de outro, tenha relações ou interesses com as suas áreas e culturas. Os mestrandos desenvolvem a sua competência linguística, capacidade comunicacional e sensibilidade cultural que lhes permitam o contacto eficaz, direcionado para os agentes económicos, culturais, educativos, ou outros, de ambos os mercados, num estabelecer de pontes entre as duas sociedades.

Sendo que se considera a competência linguística por si só insuficiente, tenta-se fornecer aos mestrandos uma série de ferramentas, conhecimentos e sensibilidades no sentido de os enriquecer com uma adequada capacidade comunicacional contextuada e uma especialização linguística, conforme as situações comunicacionais que se possam prever venham a surgir ao logo de uma vida profissional continuada, mas sobretudo a indispensável sensibilidade cultural para o contacto com estas sociedades e mercados.

O curso tem duas vertentes, Vertente de Português e de Chinês, sendo que os dois primeiros semestres do curso decorrem na Universidade do Minho para o grupo de estudantes da Vertente de Português (estudantes chineses) e em Universidades chinesas para o grupo de estudantes da vertente de Chinês (estudantes portugueses). Durante estes dois semestres, foca-se o desenvolvimento linguístico e a interculturalidade. O terceiro semestre decorre na Universidade do Minho, durante o qual os estudantes de ambas as vertentes se juntam numa única turma, focando-se em módulos teórico-práticos nas áreas da tradução, ensino, cultura, sociedade e empreendedorismo, trabalhando sempre em equipas mistas. O último semestre é dedicado à redação de teses ou estágios e respetiva redação de relatórios.

O curso conta ainda com uma equipa docente especializada, bem como um rico acervo bibliográfico exclusivamente dedicado às áreas em questão.

Este ciclo de estudos conducente ao grau de mestre procura formar mestres com um perfil orientado para o exigente mercado de trabalho que, de um modo ou de outro, tenha relações ou interesses com as suas áreas e culturas, nomeadamente nas áreas da tradução, da formação e da comunicação empresarial.

Os mestres deste curso têm assim saída profissional no âmbito geral da interculturalidade, mais concretamente nas áreas da:

– tradução de chinês/português, português/chinês;

– interpretação de chinês/português, português/chinês;

– ensino de Chinês Língua Estrangeira;

– ensino de Português Língua Estrangeira a alunos chineses;

– comunicação empresarial;

– consultoria e serviços culturais, empresariais e turísticos;

– etc.

 

Ademais, o Departamento colabora igualmente com o Mestrado em Tradução e Comunicação Multilingue do Instituto de Letras e Ciências Humana (ILCH), nomeadamente na área da tradução e interpretação da língua Japonesa.

 

Doutoramento

O Departamento de Estudos Asiáticos oferece doutoramentos sem componente curricular nos ramos das Ciências da Cultura (especialização em Culturas do Extremo Oriente), Ciências da Linguagem (especialização em Linguística Chinesa ou Linguística Japonesa) e Ciências da Literatura (especialização em Literaturas do Extremo Oriente). Foram ou estão em desenvolvimento os projectos de doutoramento em seguintes temas: Estudos de identidade cultural (o caso do Tomás Pereira na China; a influência chinesa na cultura portuguesa do chá); estudo comparativo de mitologia chinesa/ocidental; aculturação dos emigrantes chineses em Portugal; ensino de chinês língua estrangeira (estudos contrastivos de gramática; inteligência múltipla e aprendizagem de chinês).